Rua Júlio de Castilhos

Paralela à "principal", a Rua Júlio de Castilhos é uma rua de destaque na cidade, unindo bairros e centro, norte e sul, comércio e residencial.

 


 

Quem foi Júlio de Castilhos?

Nascido em 1860, no interior do Rio Grande do Sul, na Fazenda da Reserva, em Vila Rica, então parte do município de Cruz Alta, e que hoje pertence ao município homônimo de Júlio de Castilhos. Logo foi estudar em Porto Alegre, e posteriormente, em São Paulo, onde formou-se em 1881, na Faculdade de Direito de São Paulo. Em seus estudos, conheceu os ideais positivistas e republicanos. Em 1879, fundou, junto a outros colegas, o jornal "A Evolução", de cunho republicano.

Já de volta ao Rio Grande do Sul, era um dos líderes do Partido Republicano Rio-grandense, dirigiu o jornal "A Federação" de 1884 a 1889, onde convocava o povo, com sua fervura e temperamento severo e autoritário, a se opor à monarquia brasileira, que estava em seus tempos finais. Com apoio e influência de Castilhos, Deodoro da Fonseca proclama a república brasileira, em 1889, e convocou um conjunto de nomes para escrever a Consituição de 1891, entre eles, o fervoroso escritor gaúcho, Júlio Prates de Castilhos. Na sequência, elegeu-se deputado para a Assembleia Constituinte e depois presidente do Estado do Rio Grande do Sul, onde redigiu uma Constituição estadual em 1891, baseada na filosofia positivista, onde impôs seus pensamentos autoritários e centralizadores. Acabou sendo deposto com apenas 4 meses de mandato, mas retornou ao governo em janeiro de 1893 após uma eleição sem concorrentes.

Neste mesmo ano eclode a Revolução de 93 ou Revolução Federalista, também conhecida por "Guerra da Degola", que se estendeu pelos três estados do sul do Brasil. Neste cenário, encontrava-se de um lado, os Republicanos, apelidados de "pica-paus", por suas vestimentas, liderados pelo presidente do Estado, Julio de Castilhos, este grupo defendia o fim da monarquia e apoiava a república e o atual governo. Do outro lado, estavam os Federalistas, chamados de "maragatos", liderados por Gaspar da Silveira Martins, este lado apoiava a monarquia parlamentarista e era oposição ao governo de Castilhos. Nesta revolta, houve fatos marcantes, como as degolas, uma forma "prática, rápida e barata" para atacar seus oponentes e virou marca desta guerra. Outro ponto importante de destacar, é o simbolismo dos lenços, que na época, representavam seu partido político, sendo os Republicanos representados pelo lenço branco e os Federalistas, pelo lenço vermelho. A sangrenta revolta durou até 1895, sendo vencida pelos "pica-paus", sendo assinada a paz na cidade de Pelotas.

Júlio de Castilhos deixa o governo em 1898, ao seu sucessor e pupilo, Borges de Medeiros, e logo após, em 1903, com seus 43 anos de idade, vem a falecer devido a um câncer de garganta. Irônicamente, Castilhos nunca teve poder na voz, era gago e de sua garganta, saía um discurso sem muito brilho e poderio vocal. No entanto, como escritor conquistou seu poder e espaço, incorporou o positivismo na política brasileira e se tornou uma das figuras mais importantes da política gaúcha. A política castilhista, como ficou conhecida, seguiu por anos comandando o Rio Grande e, seus resquícios, conquistaram o Brasil com a Revolução de 1930.

 

Rua Júlio de Castilhos 

Com seus 3,5 quilômetros de extensão, partindo do bairro União até o Acesso Leopoldina, a Rua Júlio de Castilhos teve - e ainda tem - uma importância muito grande para a nossa cidade. Grandes vultos históricos já tiveram sua residência na rua, como o coronel Thomaz Pereira e o major Hermes Pereira. Ao lado da "Principal", cruza o centro, unindo residencial e comercial, prédios públicos e históricos, a primeira rótula da cidade e a famosa "rodoviária velha". Não se sabe exatamente quando ela começou a ser chamada de Júlio de Castilhos, mas seu primeiro nome era "Bismarck", como aparece no primeiro mapa das ruas da cidade, feito em 1883, por Antônio de Azambuja Villanova. Foi na "antiga Júlio" que foi instalada a primeira usina de energia elétrica de Vanâncio Aires, após um contrato assinado junto à Intendência, no ano de 1916, a "usina velha", como ficou conhecida estava localizada no cruzamento com a rua Barão do Triunfo, sendo propriedade de Jorge Schuck, que também abriu, em anexo, uma oficina mecânica que executava todos os serviços relacionados à usina. A "nova usina" viria a ser instalada onde atualmente se encontra a Rio Grande Energia (RGE).

 

Câmara de Vereadores 

Casa do Poder Legislativo venâncio-airense, é neste prédio que os vereadores, eleitos em votação popular a cada 4 anos, possuem o dever de fiscalizar os trabalhos do Executivo e criar leis que pormovam o bem da comunidade.

Câmara de Vereadores

 

 

 

Hotel Schmidt   

Um marco histórico em meio ao centro da cidade, é uma referência que reside há mais de um século na "Júlio". Neste local, residia os pastores de uma Comunidade Evangélica, 1893 a 1915, e após, foi vendido para Emil Neitzke. Em 1921, Emílio Schmidt, vindo do interior, comprou o sobrado de Neitzke, onde já se havia o antigo proprietário já executava serviços de hospedaria, à beira da Rua Júlio de Castilhos, somente uma estrada de chão na época. O movimento da pacata cidade, vinha, principalmente, dos caixeiros viajantes, também conhcidos por mascates, que vinham de carroças ou apenas a cavalo. Mas com o passar dos anos, foi necessitando-se de mais espaço para as pessoas que vinham da serra e do noroeste e cruzavam por Venâncio, rumo a Porto Alegre. Para isso, Emílio construiu um fabuloso prédio de dois andares na esquina, que corresponde ao atual prédio. Ao decorrer dos anos, virou referência aos visitantes da cidade, incluindo celebridades, como o então governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti e Ieda Vargas, Miss Universo em 1963. As carroças deram lugar aos automóveis e a "casinha" deu lugar a um majestoso prédio, o tempo mudou. Durante a Segunda Guerra (1939-1945), o nome "Schmidt" do hotel , foi alterado para "Hotel Brasil", devido à participação da Alemanha na guerra, e qualquer ligação com ela, neste período estava proibida em solo brasileiro. Emílio, além do hotel, comprou um ônibus para fazer a ligação entre o interior e o centro, facilitando o acesso de seus hospedados. Da mesma forma, comprou dois carros para fazer o seviço de táxi, um dos pioneiros na cidade.

 Hotel Schmidt

 

 

Clube de Leituras

Fundada em 30 de abril 1887, o Clube de Leituras é a sociedade mais antiga de Venâncio Aires, criada com o intuito de promover a leitura, em uma época onde este hábito era muito mais difícil do que  atualmente. Surgiu como "Leseverein", que traduzindo do alemão, significa "Sociedade de Leituras. Inclusive, a maioria de seus livros eram de língua alemã, já que a maioria das pessoas tinham ligação direta com a Alemanha. No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, a língua alemã era proibida no Brasil, então passou-se a chamar "Clube Comercial", e em 1968, voltou a ser "Sociedade de Leituras". Tempos depois, por conta da legislação, se tornou "Clube de Leituras". Desde o ano de 1919 funcionava na Júlio de Castilhos, mas só em 1928 adquiriu o terreno que seria construído o atual prédio. Ao longo do tempo, o clube sediou muitas atividades culturais e esportivas. Outro destaque foram os bailes de debutantes realizados, por anos, na Sociedade de Leituras. Um evento muito tradicional foi a Comenda da Bomba, iniciado em 1984, e que trouxe artistas renomados para a época. Conta uma história sobre uma breve, mas célebre visita ao "Leituras". Por volta das 3 horas da manhã, em uma escura noite tomada por uma névoa madrugueira, dois carros diferentes bateram na porta de Rafael e Anita Schmitz, donos do posto de gasolina na esquina das ruas General Osório e Coronel Agra. No entanto, aquele pessoal, de sotaque incomum, não queriam abastecer os carros, queriam comer algo. Indicaram então, os cunhados, Alzira e Arthur Laufer, que era o ecônomo da Sociedade de Leituras. Com sua amável atenciosidade, o casal, tirado da cama no susto, atendeu os visitantes e serviu-lhe uma refeição, até seguirem viajem. Os veículos diferentes, eram, na verdade, uma comitiva estrangeira, o sotaque estranho, era a língua espanhola, - ou talvez um possível "portunhol" - e entre os forasteiros, estava (segundo a lenda) o ilustríssimo presidente da Argentina, Juan Domingo Perón. A suspeita veio com o amigo de Laufer, o jovem Rony Mylius - futuro prefeito da cidade - que era um frequentador assíduo do clube. Laufer havia lhe contado que "aquele povo" falava espanhol e usava vestes militares. Rony Mylius, deduziu ser gente de grande importância, então "catou" alguns exemplares do Correio do Povo e do Diário de Notícias, e apresentou algumas fotografias ao seu amigo Arthur Laufer, questionando se fora aquele homem que aparecia nos jornais. O ecônomo então afirmou: "Sim, esse!", apontando seu dedo, à figura do histórico presidente Perón. Outros pontos que sustentam esta tese são o fato de ir de avião era incômodo aos famosos, isso porque muitos jornalistas ficavam às espreitas nos aeroportos. Outro ponto, o político argentino era muito próximo ao gaúcho Getúlio Vargas, e para uma visita até Porto Alegre, de carro, o caminho era a "Estrada da Serra", atual ERS-442, onde entrava no estado próximo a Santa Rosa, e passava por Venâncio, antes de chegar à capital. Enfim, verdade ou não, verídico ou apenas um equívoco, a história é brilhante por si só, justamente o fato de não haver provas concretas, faz com que seu ar misterioso seja místico. Uma rica passagem presente no folclore popular de uma, enigmática e encantadora, outrora venâncio-airense.

 Clube de Leituras

 

 

Cine Imperial

Muitos conhecem a fachada antiga e já puída do Cine Imperial, mas poucos sabem que aquilo nasceu de uma sorte. O alfaiate de Monte Alverne, Adalberto Richter, junto de sua família, mudou-se para Venâncio, na década de 1940. Com o tempo, fez parte do Clube de Leituras, onde criou um "cineminha". Não durou muito, e logo o projeto deixou de existir, mas Adalberto mantinha o desejo de ter um cinema. No ano de 1953, quis a sorte que esse sonho virasse realidade, Adalberto comprou um bilhete premiado na loteria, um valor tão alto que pôde comprar alguns terrenos pela "Júlio" e sobrou. Em 1954, inicia a construção do prédio, e em 1955, é inaugurado. As primeiras fitas vinham do Cine Apolo, de Santa Cruz, onde o dono era primo da filha de Adalberto. Eram 650 cadeiras embaixo e 150 no mezanino, totalizando 800 cadeiras. De segunda a domingo, era um verdadeiro sucesso, sendo um dos "queridinhos" do público, os filmes de faroeste, sucesso das décadas de 1950 e 1960. Sucessos nacionais também passaram por essa "telona", como as aventuras de Jeca Tatu, interpretado pelo icônico Amácio Mazzaropi (inclusive, houve uma visita do próprio Mazzaropi ao cinema, na década de 1960, um fato marcante para inúmeros venâncio-airenses que puderam conhecer este ilustre artista da época), o regionalismo de Teixerinha e as estrepolias dos Trapalhões. Além de filmes, os palcos do Cine Imperial recebeu teatros, músicas, poesias, entre outras atividades cultural. Em 1973, com a morte de Adalberto Richter, a família seguiu com o cinema até 1978, quando alugou para o mesmo proprietário do Cine Astro, de Santa Cruz, que seguiu as atividades até 1982, onde após um furto, decidiu deixar o cinema de Venâncio. O local então foi vendido, funcionando uma agropecuária até 1997. Curiosamente, o negócio funcionava na parte de trás, mantendo intacta a fachada do antigo cinema. Muito mais do que um local de entrenimento e comércio, o Cine Império é uma verdadeira âncora do passado, estacionada nos tempos atuais. É um ponto de lembrança aos que conheceram e um ponto de curiosidade aos que não tiveram a oportunidade. Mais do que uma referência no centro da cidade, uma referência na memória de muitos venâncio-airenses. A "telona" preto e branca do Cine Império não foi morta ou sobreposta pelas fitas ou DVDs, ela ainda vive na nostalgia de Venâncio.

 Antiga fachada do Cine Imperial

Atual fachada do Cine Imperial

 

Supermercado Avelino

Natural de Cruzeiro do Sul, Avelino Klein iniciou sua vida no trasnporte de fretes, através de caminhão Ford 1946, ajudando sua família nos negócios. Se mudou para Venâncio em 1947, a convite de um amigo, para trabalhar como motorista do Expresso Aurora, que fazia a linha entre Porto Alegre e Venâncio. Em 1949, o aventureiro Avelino decidiu arriscar nos negócios na Capital do Chimarrão, abriu um comércio de secos e molhados, em uma casinha na esquina da Júlio de Castilhos com a Rua Reinaldo Schmaedecke. Foram vários altos e baixos, entre prós e contras, na década de 1950 bebeu da fonte do progresso, mas na década de 1960 foi construída a BR-386, fazendo o movimento da serra que antes passaria por aqui, cruzasse por Lajeado, um grande golpe na economia de venâncio-airense. Em 1980, um novo desafio, inaugurou em um amplo e renovado prédio, o Supermercado Avelino, que prosperou por anos, possuindo diversas filiais espalhadas pela cidade. Além das paredes do supermercado, Avelino teve significativa participação na comunidade, ajudou a organizar a "Festa do Bastião" e desfiles carnavalescos, ajudou na construção do Colégio Cônego Albino Juchem (CAJ), ajudou a criar a Festa dos Motoristas, foi um dos fundadores da Sociedade Olímpica Venâncio Aires (SOVA), além de ter envolvido-se na conclusão das obras da Igreja Matriz, quando ela ainda nem possuía torres. Como político, foi eleito vice-prefeito no segundo mandato de Alfredo Scherer. Foi presidente da comunidade católica, do Hospital São Sebastião Mártir, do Clube de Leituras (inclusive, há um salão que recebe o seu nome, em homenagem ao seu serviço com o clube), do grupo de bolão Riachuelo (esporte do qual era um grande incetivador), da Associação Rural (atual Sindicato dos Trabalhadores Rurais), foi sócio-fundador do Jockey Clube e membro do Conselho Deliberativo do Esporte Clube Guarani. Por todos seus feitos e serviços pretados à comunidade venâncio-airense, lhe concedido o título de Cidadão Venâncio-airense, no ano de 1987.

Antiga prédio que tornou-se, anos depois, a filial do Supermercado Avelino

 

Glossário

Positivistas: Os positivistas seguem o positivismo, filosofia de Auguste Comte que valoriza a ciência e a razão como base do conhecimento, rejeitando explicações metafísicas. No Brasil, influenciaram a Proclamação da República e o lema "Ordem e Progresso" da bandeira nacional, além de impactar a política, a educação e a sociedade.


Deodoro da Fonseca:  marechal Manuel Deodoro da Fonseca (1829-1892), nascido na antiga Cidade do Alagoas, proclamou a República do Brasil em 1889, dando fim a monarquia, instaurando o presidencialismo, sendo ele o 1º Presidente do Brasil. Governou na chamada República da Espada, de forma centralizada, passou por uma crise política e econômica, renunciando em 1891.


Consituição de 1891:
 A Constituição de 1891 foi a primeira do Brasil Republicano, inspirada no modelo dos Estados Unidos. Instituiu um governo federalista, dividindo o país em estados autônomos, e adotou o presidencialismo, com eleições diretas, mas restritas a homens alfabetizados. Separou Igreja e Estado, garantiu algumas liberdades individuais e reforçou a influência positivista na organização política do país.


Pica-paus: O nome "Pica-paus" na Revolução Federalista de 1893 no Rio Grande do Sul foi dado aos republicanos que apoiavam o governo de Júlio de Castilhos. O apelido surgiu porque esses combatentes costumavam usar chapéus enfeitados com penas vermelhas, lembrando a crista do pássaro pica-pau. 

Maragatos: O nome "Maragatos" foi dado aos federalistas na Revolução de 1893 e tem origem na Espanha. O termo remete aos "maragatos", um grupo de comerciantes espanhóis da região de Maragateria, em León, que tinham fama de rebeldes e resistentes. No Brasil, o nome foi usado de forma pejorativa pelos republicanos "Pica-paus" para rotular os federalistas, que lutavam contra o governo centralizador de Júlio de Castilhos e defendiam um modelo mais descentralizado de poder. Com o tempo, os federalistas adotaram o nome e o associaram ao uso do lenço vermelho, tornando-se um símbolo da resistência tradicionalista no Rio Grande do Sul, a ideia do nome veio pois, um grande número de imigrantes da Maragateria, havia migrado para o Uruguai, e grande parte das tropas federalistas contavam com uruguaios.

Gaspar Silveira Martins: (1835-1901) foi um político e jornalista gaúcho. Ele foi uma figura de destaque no Império e na República, conhecido por sua oratória e forte atuação no cenário político gaúcho. Liderou o Partido Liberal na província e teve papel fundamental na resistência contra a centralização do governo imperial. Com a Proclamação da República, tornou-se opositor do novo regime, especialmente do governo de Júlio de Castilhos, sendo um dos idealizadores da Revolução Federalista de 1893, que buscava um sistema mais descentralizado e parlamentarista.

Degola: A degola foi uma forma de execução brutal usada na Revolução Federalista de 1893, onde se cortava a garganta da vítima de uma orelha à outra. Praticada tanto por Maragatos quanto por Pica-paus, servia como terror e vingança, tornando-se um dos símbolos mais cruéis do conflito.


Pupilo:
 O termo se refere a alguém que está sob a tutela ou proteção de outra pessoa, geralmente para fins de educação ou aprendizado. No contexto histórico e jurídico, designava menores de idade sob responsabilidade de um tutor, mas pode ser usado para indicar um aprendiz ou alguém que recebe orientação de um mestre experiente.


Borges de Medeiros: Antônio Augusto Borges de Medeiros (1863-1961) foi um político gaúcho que governou o Rio Grande do Sul por quase 25 anos (1898-1908 e 1913-1928). Líder do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR), seguiu a linha positivista e centralizadora de Júlio de Castilhos. Seu governo foi marcado por disputas políticas e pela Revolução de 1923, quando os Assisistas lutaram contra sua reeleição contínua. 


Pacata: palavra que descreve algo ou alguém calmo, tranquilo e sereno. Pode se referir a uma cidade de rotina sossegada, a uma pessoa de temperamento dócil ou a uma situação sem agitação. 


Caixeiros viajantes/Mascates: comerciante itinerante que percorria diversas regiões vendendo mercadorias, muito comum nos séculos XIX e XX. Ele carregava uma mala ou caixa com produtos variados, como tecidos, utensílios e miudezas, oferecendo novidades a comunidades distantes dos grandes centros comerciais.

Ildo Meneghetti: Ildo Meneghetti (1895-1980) foi um engenheiro, empresário e político brasileiro, conhecido por ter sido governador do Rio Grande do Sul em dois mandatos (1955-1959 e 1963-1967). Antes disso, também foi prefeito de Porto Alegre entre 1948 e 1951.

Ieda Vargas: Nascida em 1944, em Porto Alegre, foi a a primeira brasileira a vencer o concurso de Miss Universo, em 1963. Ieda Vargas foi eleita Miss Brasil no mesmo ano, conquistando o título internacional em Miami, nos Estados Unidos. Sua vitória marcou a história do Brasil nos concursos de beleza, abrindo caminho para outras representantes do país.


Amácio Mazzaropi:
 ator, cineasta e humorista brasileiro, famoso por seus filmes que retratavam a vida caipira com muito humor e crítica social. Viveu entre 1912 e 1981, Mazzaropi se destacou no cinema nacional ao criar e interpretar personagens simples do interior, como o Jeca Tatu, conquistando grande popularidade. Seu estilo único marcou a comédia brasileira, e seus filmes continuam sendo lembrados como parte importante da cultura nacional.


Teixerinha: 
Vitor Mateus Teixeira (1927-1985), foi um cantor, compositor e ator brasileiro, considerado um dos maiores nomes da música regional gaúcha. Um grande sucesso foi "Coração de Luto", uma música autobiográfica que narra a dor da perda de sua mãe. Teixeirinha gravou mais de 70 discos e estrelou diversos filmes ao lado de sua parceira Mary Terezinha. Por anos, foi o artista com mais discos vendidos no país, sendo apelidado como "O Rei do Disco".


Trapalhões: 
Os Trapalhões foi um dos grupos humorísticos mais icônicos da televisão brasileira, formado por Renato Aragão (Didi), Dedé Santana, Mussum e Zacarias. O grupo estreou na década de 1970 e fez enorme sucesso com seu humor popular, esquetes cômicas e sátiras do cotidiano.

  

 

 

 

 

 

quiz sobre História das ruas de Venâncio